Nº 361 - 17 de agosto de 2009
Belo Horizonte tem participação expressiva de trabalhadores na
Jornada Nacional Unificada de Lutas Centenas de trabalhadores
ligados à CUT e demais centrais sindicais, movimentos sociais e
populares de Minas Gerais foram às ruas no dia 14 de agosto último,
na manifestação da Jornada Nacional Unificada de Lutas. Uma parte
da Avenida Afonso Pena, o principal corredor de trânsito central da
capital mineira, foi fechada pelos manifestantes. A Jornada
Nacional Unificada em Belo Horizonte contou com o apoio de várias
centrais sindicais, diversas representações políticas e vários
segmentos representativos da sociedade. A deputada federal Jô de
Moraes (PCdoB/MG) e o ex-deputado federal Sérgio Miranda, hoje
presidente da Executiva Municipal do PDT de Belo Horizonte,
participaram da manifestação. O discurso principal dos
sindicalistas foi em torno da redução da jornada semanal de
trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salários, além da
defesa dos direitos sociais e não às demissões motivadas pela crise
financeira internacional. Para o presidente da CUT/MG, Marco
Antônio de Jesus, a Jornada em Belo Horizonte foi positiva, pois
contou com a participação de trabalhadores de vários segmentos
(educação, saúde, metalúrgicos, eletricitários, bancários, rurais,
securitários, petroleiros, metroviários, servidores públicos),
dentre outros. “Fechamos uma das avenidas mais tradicionais
da capital, e tivemos a participação efetiva dos sindicatos,
movimentos sociais e populares, além dos estudantes. Mais uma vez
saímos às ruas para dialogar com a população e dizer a todos que a
classe trabalhadora não pode pagar pela crise”, destacou. O
presidente cutista lembrou ainda que em recente pesquisa divulgada
pelo Departamento Intersindical de Estudos Sócio Econômicos
(Dieese), com a redução da jornada de trabalho há uma perspectiva
de geração de 2,5 milhões de novos empregos. O secretário de
Formação da CUT Nacional, José Celestino Lourenço (Tino), reafirmou
que os trabalhadores não devem sossegar enquanto não ocorrer a
diminuição da carga horária de trabalho no país. “É
importante que a classe trabalhadora esteja consciente de seus
objetivos. Estamos nas ruas de Belo Horizonte para declarar que a
mobilização é fundamental e a redução da jornada sem redução de
salário continua sendo uma de nossas principais bandeiras”,
afirmou. O Plano de Lutas aprovado no 10º CONCUT, com participação
efetiva dos/as trabalhadores/as da CUT/MG, contempla dois grandes
objetivos: o primeiro é o de continuar enfrentando a crise,
pressionando para que os trabalhadores não paguem a conta. E este
debate veio à tona na Jornada de Lutas. Além disso, outros assuntos
foram amplamente discutidos durante as intervenções, bem como a
Conferência Nacional de Comunicação, a questão do Petróleo e a nova
Lei, que defende uma legislação que garanta o controle estatal e
social do petróleo e gás no país, a valorização do trabalhador, e a
queda do diploma de jornalista. Governo Aécio e truculência de
policiais do Batalhão de Choque Ao final da Jornada, uma cena
rotineira para sindicalistas em Minas Gerais: truculência e falta
de respeito para com os trabalhadores. Um forte esquema de
segurança foi montado, e policiais do batalhão de choque impediram
com cordas a passagem dos trabalhadores. “A exemplo do que
acontece no dia 21 de abril, na cidade de Ouro Preto, todos os
anos, o trabalhador é tratado com descaso, não tem oportunidade de
expressar sua opinião e além disso, é impedido de realizar atos
pacíficos em prol de melhorias e garantia de diretos para a classe
trabalhadora. Mais uma vez ficou comprovado que em Minas NÃO se
respira liberdade”, afirma a direção da CUT/MG. Nesta
quinta-feira, dia 20, a CUT/MG já tem compromisso firmado. A
Central participa da greve dos servidores públicos, que acontece em
todo o país como um ato unificado da categoria. Funcionalismo
Público Estadual: greve 24 horas O funcionalismo público estadual
de Belo Horizonte vai paralisar suas atividades no próximo dia 20,
com greve 24 horas. Os eixos centrais de luta são respeito aos
direitos de servidores/as, reposicionamento por tempo de serviço já
e salários dignos. Audiência pública para tratar a questão situação
do call center. Exploração, salários baixos, jornadas altíssimas,
horas extras não pagas. Em Belo Horizonte, a concentração
acontecerá na Praça Afonso Arinos, a partir das 13h e o lema do
movimento é "Contra o choque de gestão do governo Aécio, nossa
resposta é a união".